ORF rejeita ter sido responsável pela edição do áudio no YouTube
A ORF, a radiodifusora pública austríaca, afirma que não esteve por detrás da “limpeza” do som no vídeo oficial, publicado no YouTube, da atuação do concorrente israelita à Eurovisão na primeira semifinal, realizada na terça-feira, em Viena.
Cânticos na transmissão: “parem o genocídio” e “Palestina livre”
Momentos antes de Noam Bettan entrar em palco na primeira semifinal do concurso, ouviram-se na emissão televisiva cânticos de “parem o genocídio”. Durante a atuação, também foi possível escutar apelos de “Palestina livre”.
No entanto, no vídeo partilhado na conta oficial do concurso, esses cânticos foram retirados.
O que disse Stefanie Groiss-Horowitz sobre as alterações
Segundo declarações feitas na área de imprensa do festival da Eurovisão, e citadas pelos órgãos de comunicação social presentes em Viena, a diretora de programação da ORF, Stefanie Groiss-Horowitz, confirmou que o áudio foi efetivamente alterado e acrescentou que a União Europeia de Radiodifusão não contactou a estação austríaca. “Não fomos informados sobre essas alterações”, afirmou.
Em dezembro, a mesma responsável tinha anunciado que os “apupos” dirigidos aos participantes da Eurovisão não seriam “abafados” com “aplausos falsos”, uma posição que, diz, a ORF continua a assegurar que irá manter.
Portugal na Eurovisão e próximos dias do concurso
Portugal foi representado na Eurovisão pelos Bandidos do Cante, que acabaram eliminados na mesma semifinal. A segunda eliminatória acontece esta quinta-feira, estando a final marcada para sábado.
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