Motivações políticas e éticas de Sánchez
Numa publicação partilhada na rede social X, Pedro Sánchez frisou que a escolha de não entrar em competição não deve ser lida como um afastamento do espírito do festival, mas antes como um posicionamento de natureza "política" e "ética".
"Não estaremos em Viena, mas estamos convictos de que nos encontramos do lado certo da história", afirmou.
O líder do Governo acrescentou que a criação do festival teve como objectivo promover a paz, defendendo que esse princípio se confronta com o actual contexto de conflito.
“Espanha não participa no Festival da Eurovisão porque o nosso compromisso com os direitos humanos e com a legalidade internacional também se expressa através da cultura”, explicou.
“Não podemos permanecer indiferentes perante o que continua a acontecer em Gaza e no Líbano. É uma questão de coerência, responsabilidade e humanidade”, rematou.
Boicote na Eurovisão e apoio de artistas europeus
A opção de Espanha insere-se num quadro mais alargado de boicote parcial ao concurso: Islândia, Irlanda, Países Baixos e Eslovénia também decidiram não marcar presença nesta edição.
Em simultâneo, mais de mil artistas europeus declararam apoio a iniciativas de boicote relacionadas com a presença israelita no evento.
A ausência espanhola já tinha sido avançada pela estação pública Radiotelevisión Española, com o aval do Governo, e foi agora reiterada pelo executivo como uma decisão “necessária” e consistente com os seus princípios políticos.
Final em Viena e decisão de transmissão das televisões públicas
A final do concurso está marcada para este sábado, em Viena, depois de as semifinais terem decorrido ao longo da semana. Entretanto, as televisões públicas de Espanha, Eslovénia e Irlanda já garantiram que não irão proceder à transmissão do evento desta edição.
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