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Casal encontra coleção de jogos Game Boy e Super Nintendo numa casa para renovar

Casal levanta colchão para guardar várias consolas de jogos antigas no chão de quarto em renovação.

Um casal jovem compra uma casa antiga a precisar de obras - e, ao começar a esvaziá-la, encontra algo totalmente inesperado que pode reforçar de imediato o orçamento da remodelação.

Pó, teias de aranha, talvez alguns restos de mobiliário esquecidos - era mais ou menos isto que os novos proprietários contavam ver. Mas, logo na primeira limpeza a sério, o ambiente mudou de “carregar tralha” para “que surpresa”. Debaixo de uma estrutura de cama instável não estava um simples arrumo velho: havia uma verdadeira cápsula do tempo para fãs de videojogos, com uma colecção completa de jogos de consolas antigas, do Game Boy à Super Nintendo.

Como uma casa em ruínas de renovação virou um paraíso de jogos

Tudo começa da forma mais normal possível: entrega das chaves, uma visita rápida e, de seguida, o aviso do vendedor - os móveis antigos ficam e terão de ser os compradores a tratá-los e a removê-los. Para compensar, deixa ainda algum dinheiro extra. Para o casal, parece muito trabalho, mas, no geral, um acordo aceitável.

No primeiro dia, arregaçam as mangas. A missão é clara: tirar tudo o que é velho, abrir espaço para cablagens novas, paredes renovadas e, mais tarde, talvez uma cozinha em open space. Num dos quartos ainda está uma cama afundada pelo uso. Ao levantarem o estrado, acontece o tipo de momento com que os amantes de retro gaming sonham.

"Debaixo da cama estão alinhados, em fila, cartuchos de Game Boy e Game Boy Advance - encostados uns aos outros, alguns ainda com capas de protecção."

No meio de bolas de pó, começam a aparecer pequenas cassetes cinzentas e coloridas. E não são duas ou três: é um verdadeiro mar. Basta ver os primeiros títulos para perceber que alguém coleccionou isto a sério durante anos.

Sucessos lendários do Game Boy escondidos debaixo do estrado

Numa primeira triagem, saltam à vista nomes que, entre coleccionadores, fazem subir a adrenalina. Entre eles:

  • “Pokémon Amarelo” - a edição especial com o Pikachu como companheiro
  • “Pokémon Safira” para o Game Boy Advance
  • vários títulos de “Super Mario” para diferentes consolas portáteis
  • aventuras de Link da série “The Legend of Zelda”
  • jogos de “Metroid” com a caçadora de recompensas Samus Aran

Em fotografias que o casal partilha online, muitos cartuchos parecem estar surpreendentemente bem conservados. As caixas e embalagens originais faltam muitas vezes, mas a quantidade impressiona. Para coleccionadores de retro, um achado destes é quase um pequeno prémio - sobretudo porque vários títulos populares da Nintendo valorizaram bastante nos últimos anos.

A caça continua: jogos em todos os cantos da casa

Depois do primeiro choque, o plano torna-se óbvio: se havia um tesouro debaixo de uma cama, é possível que o resto da casa esconda mais. No dia seguinte, os novos donos avançam de forma metódica. Esvaziam armários, retiram gavetas, espreitam atrás de estantes - qualquer canto pode ter alguma coisa.

E, desta vez, a intuição confirma-se:

"Numa cómoda antiga de madeira, estão empilhados jogos para a PSP; mais tarde, numa arrecadação, aparecem ainda cartuchos para a Super Nintendo."

Aos poucos, junta-se um misto caótico de décadas de história dos videojogos. Nas imagens vêem-se jogos para GameCube, Wii e várias gerações da PlayStation - incluindo duas consolas PlayStation 2 que parecem estar funcionais. O antigo proprietário terá sido um jogador ou coleccionador dedicado, comprando de várias marcas ao longo do tempo.

Porque é que alguém deixa isto para trás?

É precisamente essa a pergunta que o casal faz - e, com eles, centenas de milhares de pessoas na Internet que comentam as fotos. Como é que alguém abandona uma colecção potencialmente valiosa e sai de casa como se fosse apenas lixo para recolha?

Os vizinhos apontam uma explicação surpreendentemente simples. O antigo dono terá planeado a mudança de forma radical: tudo o que não coubesse na bagageira do carro ficou para trás. Sem empresas de mudanças, sem segunda viagem, tudo o mais prático possível. E, como bónus, deixou algum dinheiro aos compradores para que se livrassem “da tralha toda”.

Que essa “tralha” possa hoje valer somas de quatro a cinco dígitos poderá não lhe ter passado pela cabeça - ou então simplesmente não lhe importou.

De colecção de gamer a capital para obras

Para os novos proprietários, surge agora outra decisão: guardar ou vender? Uma parte deles preferia, provavelmente, organizar tudo, limpar e montar um quarto de gaming. Quem pega nestes clássicos nas mãos dificilmente resiste a uma sessão nostálgica de “Pokémon” ou “Zelda”.

Ao mesmo tempo, a casa precisa de instalação eléctrica nova, talvez um sistema de aquecimento mais moderno, e certamente uma casa de banho em condições. As facturas de obras não perdoam. Por isso, o casal escolhe uma abordagem pragmática: transformar os jogos em dinheiro - e depressa.

"O casal planeia vender o achado completo como um grande lote no Facebook Marketplace - sem avaliar peça a peça."

Do ponto de vista de um coleccionador, isto custa a ver. Quem percebe do assunto analisaria cada cartucho individualmente, procuraria versões raras e tentaria maximizar o retorno. Com plataformas especializadas, leilões e paciência, é provável que desse para ganhar bem mais.

Mas os novos donos têm outra prioridade. Não querem passar meses a gerir anúncios; preferem despachar a colecção de uma só vez. No melhor cenário, aparece um coleccionador ou revendedor que compra o lote inteiro e faz depois o trabalho detalhado.

Quanto podem valer, de forma realista, achados destes

O valor de uma colecção assim varia com muitos factores: estado de conservação, completude, embalagem original, versão linguística e raridade. Para uma noção geral, aqui ficam intervalos típicos que se vêem frequentemente no mercado livre:

Jogo / Sistema Valor unitário estimado (sem OVP)
Pokémon Amarelo (Game Boy) 40–120 Euro
Pokémon Safira (Game Boy Advance) 30–90 Euro
cartuchos típicos de Super Nintendo 15–80 Euro
consola PlayStation 2, funcional 50–120 Euro

Quando há uma colecção com dezenas ou centenas de títulos, o total pode chegar rapidamente aos milhares. Mesmo com um preço de lote abaixo do valor de mercado, continua a haver margem para quem compra - e, para o casal, um reforço visível para janelas novas, reparações no telhado ou a tão desejada cozinha.

Porque é que os jogos retro estão tão procurados

A onda do retro gaming mantém-se há anos. Muitos de quem cresceu nos anos 80 e 90 com Game Boy, Super Nintendo ou PlayStation hoje tem rendimento próprio e pouco tempo - mas quer recuperar um pedaço da infância. E uma noite com “Super Mario”, “Pokémon” ou “Zelda” encaixa na perfeição.

Além disso, o hardware original já não é produzido. Os cartuchos avariam, as consolas acabam no lixo. A oferta diminui, enquanto a procura se mantém estável - ou até aumenta. É esta dinâmica que faz com que uma caixa poeirenta no sótão possa, de repente, revelar-se um activo valioso.

Dicas para quem encontra jogos antigos em casa

Quem compra uma casa ou um apartamento com “recheio”, ou quem ainda tem caves e sótãos por explorar na família, pode tirar uma lição desta história. Uma verificação rápida quase sempre compensa. Três pontos ajudam especialmente:

  • Não deitar nada fora por impulso: consolas antigas, cartuchos e comandos devem ser postos de lado e revistos primeiro.
  • Confirmar títulos e estado: séries populares como “Pokémon”, “Zelda”, “Mario” ou “Final Fantasy” tendem a ter mais procura do que jogos desportivos de antigamente.
  • Comparar preços: uma pesquisa em grandes portais de anúncios ou sites de leilões dá rapidamente uma ideia dos intervalos praticados.

Quem gosta do processo pode separar e vender itens individualmente - normalmente rende mais, mas exige tempo e paciência. Quem, como este casal, está no meio de uma remodelação profunda, tende a optar pelo caminho mais rápido: vender tudo em lote.

No fim, fica uma história perfeita para os tempos actuais: uma casa antiga comprada para recuperar, uma limpeza que parecia apenas penosa, tecnologia esquecida por toda a parte - e, de repente, a arrumação transforma-se num golpe de sorte que ajuda a pagar as obras e, talvez, a realizar o sonho de outro fã de montar a sua própria colecção retro.

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