A ligação da Audi às pistas e aos troços é longa e atravessa várias categorias e campeonatos, com particular notoriedade para o Audi quattro do Grupo B nos ralis.
Ainda assim, nem todos se apercebem de que essa veia competitiva também tocou no modelo mais compacto e utilitário da marca dos quatro anéis: o Audi A1.
Do protótipo de Wörthersee ao nascimento do Audi A1 quattro
A história ganhou forma com um protótipo muito fora da caixa, de aspeto assumidamente extremo, que marcou presença no festival de Wörthersee de 2011, onde foi revelado e não passou despercebido.
O entusiasmo foi tal que os adeptos da marca «imploraram» que o carro chegasse à produção - algo que nunca viria a acontecer. Ainda assim, para atenuar a «tristeza», a Audi avançou com o A1 quattro numa série altamente restrita, limitada a apenas 333 unidades. E uma dessas unidades vai agora surgir em leilão.
Mecânica 2.0 TFSI, tração quattro e condução mais «analógica»
Sem atingir o radicalismo do protótipo que o inspirou, esta versão especial manteve uma imagem muito desportiva, como se observa nas imagens. No total, reunia perto de 600 componentes específicos, entre os quais se destacavam as jantes de 18″ e vários apêndices aerodinâmicos, e era «animado» por um motor 2.0 TFSI com 256 cv e 350 Nm.
A pensar em quem prefere uma experiência de condução mais «analógica», o conjunto incluía uma caixa manual de seis velocidades. Já a tração fazia jus ao nome: era integral, graças ao sistema quattro e a um veio de transmissão em fibra de carbono.
Ao nível do chassis, várias das alterações - como a suspensão multibraços no eixo traseiro, o aumento das vias e a redução da altura ao solo - tinham como base soluções do Audi TT-S, ajudando a dar ao Audi A1 quattro um comportamento dinâmico particularmente apelativo.
Só existem 333 Audi A1 quattro
O Audi A1 quattro que vai a venda no dia 10 de maio, no leilão da RM Sotheby’s no Mónaco, foi registado em 2013 e contou até ao momento com apenas dois proprietários.
De acordo com os dados disponíveis, o primeiro dono integrava uma das famílias mais abastadas do principado do Mónaco. A mudança de titularidade ocorreu em 2021, através do agente da Ferrari no Mónaco, passando depois para uma coleção privada.
Atualmente, o odómetro indica somente 12 827 km, e os pneus Bridgestone montados fizeram ainda menos de mil quilómetros. Os registos apontam para manutenção sempre realizada por técnicos da Audi e para um estado de conservação muito próximo do imaculado.
Quanto à estimativa de venda, a RM Sotheby’s antecipa um valor entre os 60 e os 90 mil euros.
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