O azar de uns acaba por ser a sorte de outros.
Às vezes, a linha que separa a fortuna da má sorte é quase invisível… ou, neste caso, é mesmo uma corda. Foi isso que ficou provado com a história de um canalizador austríaco que deixou passar a oportunidade da sua vida. A 11 de novembro de 2024, enquanto decorriam obras de remodelação numa villa em Viena, ele ignorou o que viria a revelar-se um verdadeiro jackpot. Já o colega, esse, teve bastante mais sorte.
Uma corda na cave: o início do achado
No primeiro dia do trabalho, Tobias (nome alterado) reparou numa corda estranha a sobressair do chão da cave. Sem grande interesse, encolheu os ombros e continuou com o trabalho de picagem. Uma escolha de que viria a arrepender-se.
No dia seguinte, o colega Armin - mais ousado - deu com a mesma corda. Curioso, puxou por ela. Como sentiu resistência, pegou numa pá e começou a escavar à volta.
Um cofre no betão e 30 quilos de moedas de ouro antigas
Após alguns minutos de esforço, a pá bateu em algo rígido. Surgiu então uma caixa metálica, firmemente presa no betão. Lá dentro, havia um tesouro difícil de imaginar: 30 quilos de moedas de ouro antigas, algumas com a efígie de Mozart. O valor total foi então estimado em 2,3 milhões de euros, e tudo indica que esse montante terá aumentado, já que o preço do ouro disparou desde então.
O acaso faz (bem ou mal) as coisas
“É mesmo incrível. Trabalho em obras desde os 15 anos. De vez em quando, aparecem moedas. Mas uma descoberta destas é fabulosa”, contou Armin ao jornal austríaco Heute. O actual proprietário da villa, igualmente surpreendido, garantiu nunca ter tido conhecimento deste tesouro, que terá sido escondido antes da Segunda Guerra Mundial.
De acordo com o Código Civil austríaco (tal como acontece em França), um tesouro deste tipo deve ser dividido de forma equitativa entre quem o encontra e o dono do terreno. Assim, Armin pode contar com receber mais de um milhão de euros - uma quantia que, muito provavelmente, lhe vai mudar a vida. Já Tobias, o canalizador que ignorou a corda no dia anterior, não receberá um cêntimo. A lei é explícita: só quem faz a descoberta tem direito a uma parte do achado. Afinal, a curiosidade nem sempre é um defeito.
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